A diferença entre anabolizantes e suplementos alimentares

Publicado em 19/01/2017 por

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Foto: Getty Images

Os anabolizantes estão fortemente associados ao abuso em diversos esportes e por pessoas que desejam ganhar mais massa e definir o corpo de forma rápida. Eles têm efeito na estimulação do crescimento ósseo, do apetite, da puberdade e no crescimento muscular, mas também são criticados por causar vários efeitos colaterais. Por isso, muitos países controlam o uso dos anabolizantes, incluindo Brasil, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá. Oficialmente, no mundo dos esportes, o uso de anabolizantes é considerado “doping” e o atleta é penalizado, podendo ser banido definitivamente.

Ainda assim, os esteróides anabólicos, que surgiram na década de 1930, são utilizados no tratamento de algumas doenças. O produto serve para promover o crescimento celular e a sua divisão, desenvolvendo vários tipos de tecidos, principalmente o muscular e o ósseo. Para pacientes portadores do HIV, os anabolizantes são recomendados para recuperar peso. Também há orientações médicas para reposição de algum hormônio deficiente, mas, sempre são recomendados em baixa quantidade e limite do uso.

Segundo o nutrólogo Octaviano Cruz, alguns dos efeitos colaterais do uso de anabolizantes são o crescimento de mamas e redução dos testículos, para os homens, e aumento de características masculinas, irregularidades ou interrupção na menstruação e alteração do apetite, nas mulheres. Outros efeitos colaterais são aumento de acnes, distúrbios no fígado, retenção de líquido, alteração do humor, psicoses, comportamento agressivo e queda de cabelo.

Já os suplementos alimentares são, na maioria das vezes, vitaminas, aminoácidos, proteínas e minerais que servem para complementar a alimentação. Segundo o médico, são importantes para pessoas com deficiências nutricionais de certas substâncias e também para garantir melhor desempenho aos praticantes de atividades físicas. Com prescrição médica ou nutricionista adequada, não há malefícios no consumo de suplemento, desde que seja feito de forma controlada: “O perigo existe quando o paciente compra os produtos por conta própria e utiliza sem nenhuma orientação profissional e em quantidades abusivas”, afirma o especialista.

Existem diversos tipos de suplementos alimentares, como os de valor energético alto, à base de carboidratos, os hiperproteicos, para ajudar na formação de músculos, e os ricos em aminoácidos. Também são considerados suplementos os produtos termogênicos, hormonais e polivitamínicos.

Fonte: Portal UAI

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