Estudo mostra como o esporte pode auxiliar pacientes com problemas sérios de memória

Publicado em 08/02/2018 por

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Uma vitória do seu time do coração, uma conquista de medalha, a primeira vez em um estádio de futebol… Já parou para pensar em quantas memórias o esporte pode nos proporcionar? E se essas lembranças ajudassem a recuperar memórias? Todos esses questionamentos se tornaram pesquisa nas mãos do neurologista Renato Angmar.

Segundo Renato, a cada ano, mais de 1 milhão de pessoas perdem a memória por conta de traumas graves ou derrames e, como a intensidade proporcionada pelo esporte tem a capacidade de ativar memórias afetivas, que poderiam auxiliar no resgate de lembranças menos recentes.

Em parceria com a Rede Globo, quatro pacientes com quadros clínicos diferentes foram acompanhados: Pedro Kourjian que ao tentar resgatar uma pipa no telhado de um ginásio, pisou em uma telha de plástico, caiu de uma altura de 4m e passou 12 dia em coma. As sequelas da queda ainda persistem após 14 anos do trauma. O que o liga com o esporte é o amor pelo Corinthians.

Patrício Lopez viajou para os Estados Unidos para fazer um curso de mestrado. Após concluir o curso, um aneurisma congênito rompeu, de repente, em sua cabeça. Patrício ama esportes e também é corintiano.

Caroline Valdez, na volta de uma festa, sofreu um acidente de carro e a forte pancada na cabeça a fez perder a memória. Em cerca de horas, ações feitas pela jovem são esquecidas. Caroline sempre fez balé e tem grande apreço pela ginástica artística.

Vitória Lobo: sofreu um traumatismo craniano grave em um atropelamento. São paulina roxa, Vitória frequentava estádios sempre que podia.

Visto essas características, Renato juntamente com sua equipe realizou testes padronizados com os pacientes para o estado de memória, atenção e linguagem dos pacientes e após isso, começaram os testes com as reportagens de acordo com o interesse do paciente. Eles eram submetidos a reportagens editadas de acordo com as orientações médicas e depois deveriam relatar o que viram. Um exercício que parece simples para quem tem a memória intacta, mas para eles, era um esforço descomunal.

Nos primeiros meses de teste, os pacientes ainda não conseguiam descrever o que assistiam, muito menos reconstruir memórias do passado. Contudo, após um ano de muitos testes e trabalhos, além de relatar o que era visto na reportagem, conseguiam relatar memórias vividas por eles.

Pedro, por exemplo, hoje consegue lembrar de seu melhor amigo com quem ia sempre ao estádio.

Patrício lembra dos esportes que praticava e quando chamado de São paulino, ele faz questão de afirmar que é “corintianíssimo”, mostrando a efetividade do estudo que ainda não foi finalizado, mas que já pode dar os primeiros indícios de uma grande descoberta.

Assista à reportagem completa aqui

Fonte: Matéria exibida no Esporte Espetacular no dia 04 de fevereiro de 2017 (Adaptado)

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