Inspirado em grandes estrelas do Basquete, Frederico Junior hoje é espelho para muitos jovens

Publicado em 02/09/2017 por

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Frederico Junior/Acervo pessoal

Frederico Junior/Acervo pessoal

Michael Jordan, Scottie Pippen, Magic Johnson, Larry Bird, Patrick Ewing, Charles Barkley, John Stockton, Karl Malone, Clyde Drexler, Chris Mullin e David Robinson. Em 1992, esse era o time de basquete dos sonhos que encantou o público das Olimpíadas de Barcelona. Esse foi o time que inspirou diversos jovens a ingressar na carreira esportiva e entre esses jovens estava Frederico Junior, que inspirado nessas grandes estrelas, começou a praticar basquetebol e hoje é espelho de seus atletas na busca pelos seus sonhos.

Conheça mais da história de Frederico Junior, técnico do basquetebol premiado no Melhores do Ano de 2016:

Conte um pouco da sua trajetória no esporte: Como chegou ao basquete e o que o fez escolher essa modalidade?

Eu comecei a gostar de basquetebol após os Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992 quando assisti o time do Estados Unidos jogar. Em minha cidade não havia nenhum professor de basquete que me ajudasse a desenvolver meu jogo nessa modalidade, mas havia um grande grupo de entusiastas que se reunia várias vezes por semana nas quadras da Universidade de Viçosa, e foi lá que aprendi a jogar um pouco e me apaixonei pelo basquetebol. Depois disso prestei vestibular para Educação Física, fui contratado pela maior escola particular da cidade onde meu foco nos treinamentos foi sempre o basquetebol.

Há algum técnico, ou técnica, que seja um grande exemplo para você?

Gosto muito do Cristiano de Uberlândia, ex Minas Tênis Clube, sujeito grande conhecedor do jogo e de grande caráter, sempre acompanhei o trabalho do Rubem Magnano, apesar de algumas decepções recentes, sempre achei ele referência no basquete FIBA.

Como você avalia as categorias de base atualmente? Podemos esperar novos talentos surgindo nos próximos anos?

Acho que não esta muito bom, existem poucos clubes principalmente em nosso estado, com pouca gente praticando o jogo fica bem mais difícil de se ‘descobrir’ algum grande talento. Mas sempre surge alguns, não vejo o basquete brasileiro no mesmo nível das grandes potências mundiais hoje e não sei quando estará novamente, pois precisaríamos falar a mesma língua para isso acontecer. A Escola Nacional de Treinadores de Basquete apareceu como uma possível ajuda para esse problema, mas logo desapareceu.

Nos últimos anos o basquete mudou muito pela influência da tecnologia. Novas regras, novos tipos de treinamentos, formas de avaliar atletas, trabalhos com estatísticas… quais a principais mudanças que você vê na modalidade e como você as avalia?

Sem dúvida a cada ano o Treinamento Desportivo evolui de uma forma muito significativa e a tecnologia é um fator primordial para isso. Eu vejo o basquete mundial evoluindo muito, a versatilidade dos atletas, o nível físico dos mesmos o controle de todas as variáveis do jogo. O basquete brasileiro não digo que esta na contra mão, mas não tem evoluído o seu nível de treinamento como as demais potências esportivas, avalio assim pelos resultados obtidos que não tem sido satisfatórios.

Faça uma comparação entre os trabalhos feitos no Brasil, na NBA e na Euroleague, tendo em vista a diferença técnica entre os três.

NBA é o topo, o máximo que o atleta pode almejar, vejo na Europa o trabalho sendo feito de forma muito positiva e significativa, visto que diversos de seus atletas a cada ano mais são draftados para NBA, já no Brasil os poucos que chegam a NBA, não chegam com mesma importância para seus times como os da Euroliga, as vezes tendo de passar pela liga de desenvolvimento que muitas vezes serve como gatilho para a evolução de seu jogo.

Para você, o que significa o esporte?

Eu trabalho em um contexto escolar, mesmo trabalhando com treinamento algumas poucas vezes por semana apenas na escola. Eu tenho uma visão de esporte que pode ser diferente de grandes treinadores onde o foco é apenas o treinamento e rendimento. Para mim esporte é socialização, alegria, hábitos saudáveis, qualidade de vida e ferramenta para retirar jovens da criminalidade, é a formação do caráter do jovem isso tudo aliado a um bom nível de treinamento certamente desenvolverá talentos.

Quais são as suas principais conquistas como treinador? 

Como já falei anteriormente, eu trabalho em um contexto escolar, no Colégio Anglo de Viçosa. Nos últimos 15 anos, temos conquistado os Jogos Municipais, nos Jogos Escolares Mineiros desde que começamos a participar em 2007 em todos os anos vencemos a etapa da nossa região seja com o feminino ou o masculino módulos 1 e 2  e nos classificamos para fase estadual ficando sempre entre os 5 melhores, algumas vezes medalhamos e no ano de 2016 conquistamos o tão almejado título estadual escolar. Também trabalhei com adultos no JIMI, mas foram poucas vezes, pois o incentivo financeiro para essa categoria praticamente inexiste.

Qual a sensação de ter sido premiado no “Melhores do Ano 2016”?

Fiquei muito feliz e lisonjeado. Fui a cerimônia e registrei cada momento. É um prêmio que será inesquecível para mim.

Um recado para os técnicos que queiram iniciar carreira no esporte ou que estão começando.

Treinadores que estão começando estudem, façam estágios, estejam sempre ao lado de pessoas que o ajudem a crescer no esporte, não desanime com críticas iniciais, elas vão acontecer com vocês fazendo um bom ou mau trabalho, saiba filtrá-las. Seja honesto e justo em seu trabalho que você conseguirá o respeito de todos, principalmente de seus atletas.

Observatório do Esporte de Minas Gerais 

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