Para Alexandre Pataxó, discussão a cerca da cultura indígena é o maior legado dos Jogos Indígenas de Minas Gerais

Publicado em 13/09/2017 por

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Derruba o toco, arco e flecha, cabo de guerra, zarabatana, corrida do maracá, bodok, arremesso de lança e futebol. Essas são as modalidades disputadas nos Jogos Indígenas de Minas Gerais, competição que tem como objetivo promover o esporte socioeducacional nas aldeias indígenas mineiras, como instrumento de fortalecimento da identidade das culturas tradicionais, estimulando valores originais e intercâmbio entre as etnias para a promoção da cidadania indígena. Neste ano, os Jogos serão realizados na reserva indígena Xucuru-Kariri, localizada no município de Caldas, no Território Sudoeste, entre os dias 13 e 17 de setembro.

Para contar um pouco da sua participação nos jogos e da importância deles para as comunidades indígenas, conversamos com Alexandre Pataxó, do município de Carmésia. Alexandre é representante do Conselho dos Povos Indígenas de Minas Gerais (COPIMG) e foi contemplado na premiação do Melhores do Ano de 2016 por sua participação na 4ª edição dos Jogos Indígenas de Minas Gerais.

Alexandre Pataxó - Foto: Juliana Pataxó

Alexandre Pataxó – Foto: Juliana Pataxó

Você foi atleta dos Jogos Indígenas de Minas Gerais. De qual modalidade participou e como foi seu primeiro contato com o esporte?

Eu pratico esportes desde criança, na aldeia. Nos jogos indígenas eu participei do cabo de guerra e futebol.

A primeira edição dos Jogos Indígenas de Minas Gerais foi realizada em 2012, no Norte de Minas. Quais as principais mudanças que essa competição trouxe para a comunidade indígena e o que ela representa para você?

As principais mudanças foram o incentivo às práticas esportivas, especialmente os esportes tradicionais de cada povo.  Os Jogos Indígenas têm sido muito importantes na vida das comunidades de Minas Gerais, por ser um espaço de confraternização entre os povos e também um importante momento de fortalecer a nossa cultura. É mais do que uma competição entre as etnias, possibilita-nos discutir questões importantes para nossas comunidades, como território, saúde, cultura, educação e fortalecimento da juventude. Isso tem sido um dos legados mais importantes para os povos indígenas do Estado. 

Qual a sensação de ter sido premiado no “Melhores do Ano 2016”? A que atribui essa conquista?

Fico feliz pelo reconhecimento e dedico esse prêmio a todos os povos indígenas de Minas Gerais, pois acredito que ele seja o fruto do envolvimento de todos aqueles que acreditaram nesse projeto, assim como eu.

Um recado para os jovens de sua comunidade que gostariam de ingressar na carreira esportiva ou para aqueles que estão no início da carreira.

Que eles nunca desistam dos seus sonhos, que sejam sempre guerreiros, no esporte, assim como na vida, porque é preciso. Lutar sempre, porque a luta é contínua.

Observatório do Esporte de Minas Gerais 
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