Lucas Savassi vê esporte como formador de cidadãos e destaca conquistas no handebol

Publicado em 05/04/2017 por

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Foto: Arquivo Pessoal

Lucas Savassi fez do handebol sua vida. O técnico, que começou a carreira influenciado por outros ex-treinadores, coleciona várias conquistas na modalidade no âmbito escolar.

Os triunfos renderam a Savassi a premiação do “Melhores do Ano”, realizado pela Secretaria de Estado de Esportes (SEESP). Agora, Lucas espera que novos treinadores se capacitem e agreguem novas ideias ao esporte.

Confira, agora, a entrevista completa do Observatório do Esporte de Minas Gerais com Lucas Savassi:

Como você começou a ter contato com o esporte?

“Meu primeiro contato com o esporte aconteceu ainda na quinta série, com o handebol, que é minha atual modalidade. Tive a oportunidade de fazer uma seletiva na minha escola, que tinha uma equipe, e a partir de então eu me apaixonei pela modalidade de handebol. O meu início foi aí. A ideia de ser treinador veio junto com a escolha do meu curso. Até o fim do meu ensino médio eu não tinha me decidido, e meu treinador me deu a oportunidade de acompanhá-lo nos treinamentos. Mesmo depois que saí da escola trabalhei com treinamento de goleiros e tudo mais. E esse momento foi muito importante para mim, foi quando decidi o que queria.”

Existe algum técnico ou técnica que seja um grande exemplo para você?

“Eu tenho meus ex-treinadores como referência, pois tiveram uma influência muito grande na minha vida profissional e pessoal, mas dentro do handebol tenho como inspiração o ex-treinador da seleção brasileira, Morten Soubak, pois é um grande técnico e sua capacidade é muito acima do comum. Tive a oportunidade de fazer cursos com ele e foi sensacional.”

Como você avalia as categorias de base atualmente? Podemos esperar novos talentos surgindo nos próximos anos?

“Pensando em nossa realidade aqui em Minas Gerais, vejo que existem muitos treinadores e atletas com potencial para chegar à seleção brasileira, mas precisamos dar alguns passos para viabilizarmos essa frequência, pois perdemos muitos talentos por falta de investimentos nas categorias de base. O esporte escolar é extremamente forte, mas não conseguimos ter uma continuidade dos atletas em termos de clubes. Ainda falta apoio, um investimento um pouco maior. Se tivéssemos melhores estruturas, formaríamos mais atletas.”

Para você, o que significa o esporte?

“O esporte para mim é uma ferramenta de formação do indivíduo. É natural ver o esporte de uma maneira apaixonada, e passar isso aos alunos é sensacional. Mas acima de tudo o esporte é fundamental para a formação desses novos cidadãos. É importante utilizar essas vivências e oportunidades para que a gente colabore para uma sociedade melhor.”

Qual a sensação de ter sido premiado no “Melhores do Ano 2016”?

“Para mim foi recompensador. Fiquei extremamente satisfeito, pois fiz um investimento muito grande na minha formação, com mestrado e doutorado em andamento. Sinto que é um reconhecimento muito importante, não só do meu trabalho, mas da escola em geral, que recebeu o prêmio com muita felicidade.”

Quais são suas principais conquistas como treinador?


  • Campeão Mineiro de Clubes – Categoria Infantil Feminino – 2016 – ABESC
  • 4º Lugar Jogos Escolares da Juventude / 1ª Divisão – Módulo I – 2016 – Colégio Nossa Senhora das Dores
  • Campeão Jogos Escolares de Minas Gerais – Módulo I – 2016 – Colégio Nossa Senhora das Dores
  • Bi-Campeão Jogos Escolares de Belo Horizonte – Módulo I – 2015/2016 – Colégio Nossa Senhora das Dores
  • Campeão Metropolitano de Handebol – Categoria Juvenil Feminino – 2016 – Colégio Nossa Senhora das Dores
  • Bi-Campeão Metropolitano de Handebol – Categoria Infantil Feminino – 2015/2016 – Colégio Nossa Senhora das Dores
  • Tri-Campeão Metropolitano de Handebol – Categoria Mirim Feminino – 2013/2014/2016 – Colégio Nossa Senhora das Dores

Um recado para os técnicos que queiram iniciar carreira no esporte ou que estão começando.

“Deixo uma mensagem de incentivo, pois pessoas e ideias novas são necessárias no esporte. Busquem sempre além do que já possuem. Muitas vezes vemos muitos conteúdos sugados enquanto atleta, e pouca busca pelo conhecimento esportivo. E existe espaço para isso. Apliquem ideias novas no esporte.”

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