No vigésimo ano de carreira, Renato Rezende define como meta alcançar índice olímpico para 2020

Publicado em 08/02/2018 por

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Atleta mineiro completa, em 2017, vinte anos de carreira no BMX. Foto: Acervo Pessoal

Atleta mineiro completa, em 2017, vinte anos de carreira no BMX. Foto: Acervo Pessoal

Duas participações olímpicas, finais de Copa do Mundo e inúmeros campeonatos brasileiros. O esporte, que entrou por acaso na vida de Renato Rezende, hoje é a principal atividade do ciclista, morador de Poços de Caldas. Aos 26 anos de idade e prestes a completar 20 anos de carreira, Renato se prepara para buscar a participação na terceira Olimpíada de forma consecutiva.

Em entrevista ao Observatório do Esporte, o atleta contou sobre os desafios que enfrentou na carreira e como o esporte mudou a sua vida.

Como surgiu o interesse no esporte e como foi o começo da sua carreira no BMX? Quanto tempo pratica a modalidade?

Nasci no Rio de Janeiro, mas mudei de lá muito cedo. Passei por Varginha, fiquei três anos lá e depois um ano em Alfenas, daí cheguei em Poços de Caldas e estou aqui até hoje. Comecei no BMX tinha 7 anos de idade, então esse ano completo 20 anos de BMX. Eu fui brincar no Parque Municipal de Poços, onde fica a pista de BMX e eu não quis brincar (no Parque) e fiquei olhando a pista. No outro dia fiz meu pai me levar lá de volta, já com a bicicleta e desde então comecei.

Ao longo dos anos de carreira, qual foi o seu maior desafio?

Eu acho que participar de duas Olímpiadas foi o maior desafio para mim. Tive a oportunidade de participar de cinco finais de Copa do Mundo, cheguei a ser campeão mundial no Elite Cruiser, em 2010. Uma coisa complicada em relação ao BMX são as lesões, tem a questão da queda por ser um esporte de contato. Eu dei sorte porque tive poucas lesões nesses 20 anos de carreira, foram quatro lesões: quebrei a clavícula, duas vezes o punho e uma vez o pé. Dei o azar de ter duas seguidas, na clavícula e no pé, nos últimos dois anos e foi a minha maior dificuldade na preparação para Olimpíada.

Claro que, além disso, é difícil o começo com a questão do patrocínio, já ralei muito correndo atrás. Porém hoje, graças a Deus, tenho as bolsas que me auxiliam, tenho meus patrocínios, que fazem que eu tenha uma boa estrutura de treinamento.

O que o esporte representa hoje na sua vida?

O esporte é meu trabalho, é minha diversão, é onde eu me sinto melhor. É a minha vida o esporte hoje. O melhor lugar para mim é em cima da minha bicicleta.

Atleta mineiro treina em Poços de Caldas e também em São Paulo. Foto: Acervo Pessoal.

Atleta mineiro treina em Poços de Caldas e também em São Paulo. Foto: Acervo Pessoal.

Como foi representar o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio?  O sentimento foi diferente da outra Olimpíada que você participou?

A primeira olimpíada foi uma adrenalina muito grande. Eu tinha 21 anos, então foi demais. No Rio foi diferente porque tinha a arquibancada gritando meu nome, meus familiares presentes. Acho que foi a maior emoção que eu senti na vida.

Como é a sua rotina de treinamentos? Onde você treina? Quem é seu treinador?

Eu treino em Poços de Caldas, onde fica minha base. Tenho dois treinadores que me auxiliam: Guilherme Pussieldi, de Minas e tem o Daniel Jorge, de São Paulo. Os dois me auxiliam com planilhas e ajudam a montar a programação. Às vezes vou passar um tempo treinando em São Paulo, às vezes o Daniel vem para cá.

Quais são seus planos para o futuro no esporte?

Meu principal objetivo é ir pra Tóquio em 2020 e agora eu tô treinando atualmente pra conseguir o índice. Estou treinando para estar muito bem e conseguir alcançar esse índice olímpico.

Renato busca a terceira participação olímpica de sua carreira. Foto: Maximiliano Blanco/CBC

Renato busca a terceira participação olímpica de sua carreira. Foto: Maximiliano Blanco/CBC

Como você vê a prática do ciclismo hoje no Brasil em vista de quando você começou?

Evoluiu muito desde quando comecei. A modalidade se tornou olímpica e evoluiu bastante a visibilidade. Com a internet, as mídias sociais, o esporte aparece mais, por não ser um esporte que aparece na televisão. A gente consegue divulgar muito o esporte pelas redes sociais, o que é muito legal. Eu vejo um crescimento muito grande e fico muito feliz de fazer parte disso, de abrir muitas portas para o esporte.

Você tem algum ídolo no esporte?

Meu maior ídolo é o Ayrton Senna. Não o vi competir, quando ele morreu eu tinha três anos, mas sempre vi muitos vídeos, documentários e ele é meu ídolo no esporte.

O que representa para você ser contemplado pelo Prêmio do Esporte Mineiro?

É muito legal. Um reconhecimento do trabalho que a gente está fazendo bem e receber um prêmio assim do lado de tantos atletas de alto nível foi muito legal para mim, fiquei muito feliz.

Qual a dica que você dá para quem está começando a prática do ciclismo?

Nunca desistir e se dedicar. Ir atrás de um treinador, de conhecimento e que tudo é possível se você for atrás.

Observatório do Esporte de Minas Gerais

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