Após brilharem nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, mineiros são contemplados com a Bolsa-Atleta e Bolsa-Técnico

Publicado em 07/11/2016 por

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O tenista Rafael Medeirosé um dos beneficiáriso do Bolsa Atleta (Foto: Cléber Mendes/MPIX/CPB)

O Brasil alcançou, nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, seu melhor desempenho em número de medalhas na história da competição. O país ficou em 8º no quadro geral, com 72 pódios, sendo 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes.

A delegação brasileira contou com 27 representantes de Minas Gerais: 17 atletas, 9 técnicos e um auxiliar técnico. Desses, oito são beneficiários do programa Bolsa-Atleta e Bolsa-Técnico da Secretaria de Estado de Esportes (SEESP): quatro atletas e quatro técnicos.

Entre os atletas beneficiados está Rodrigo Parreira, que conquistou duas medalhas paralímpicas no atletismo: prata no salto em distância e bronze nos 100m, ambas na classe T36, para pessoas com paralisia cerebral.

Quem também representou o esporte mineiro na Paralimpíada do Rio de Janeiro foi o tenista Rafael Medeiros Gomes. Ele recebe o Bolsa-Atleta desde o primeiro edital e é atleta do tênis em cadeira de rodas há 12 anos: “O esporte paralímpico entrou na minha vida quando tinha 10 anos e fazia tratamento no Hospital Sarah Kubitscheck. Comecei no basquete em cadeira de rodas e, aos 14 anos, fui praticar o tênis”, conta.

Mesmo já tendo participado da Paralimpíada em Londres 2012, o sentimento ao disputar a competição em casa foi diferente, segundo Rafael: “Foi uma emoção indescritível competir no meu país, com minha família e amigos torcendo por mim. É uma lembrança que vou levar para o resto da vida”, garantiu.

Medalhista de prata no Parapan-Americano Juvenil em 2009, tricampeão de duplas da Copa Guga – uma das principais competições de tênis em cadeira de rodas do país –, campeão de simples do Barranquilla Open em 2015, na Colômbia, Rafael ressalta a importância da Bolsa Atleta para sua carreira: “Sem essa ajuda não teria condições de treinar, comprar materiais para competir, disputar torneios. Agradeço muito o Governo de Minas Gerais por continuar dando todo esse apoio ao esporte paralímpico”.

Após os Jogos Rio 2016, o foco de Rafael, cujo treinador Leonardo de Oliveira, o Léo Butija, é beneficiário do Bolsa-Técnico, está em novas competições: “Agora estou planejando o calendário do ano que vem, de quais torneios vou participar. Semana que vem estou indo disputar a Doubles Masters, nos Estados Unidos. Esse será o meu último torneio no ano”, encerrou o paratleta 32º colocado no ranking de simples e 34º no ranking mundial de duplas da Federação Internacional de Tênis, ao lado do também mineiro Daniel Rodrigues.

Outra esportista que defendeu as cores do Brasil nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 foi a campeã parapan-americana de judô e beneficiária do programa Bolsa-Atleta, Deanne Almeida. A judoca esteve no evento de apresentação dos contemplados com o benefício, no último dia 05 de outubro, e agradeceu o Governo de Minas Gerais, lembrando que o programa contribuiu para sua participação na Paralimpíada, na qual obteve a quinta colocação: “A Bolsa Atleta é o maior incentivo que temos hoje e o fato de os atletas paralímpicos receberem esse benefício nos coloca em situação de igualdade com os atletas olímpicos. Isso é muito importante para o nosso segmento”.

Ela ressaltou também a importância da extensão do programa aos técnicos: “Sem a Bolsa-Técnico seria muito difícil conseguir uma pessoa que possa dedicar seu tempo e seu trabalho para treinar a gente, como acontece no meu caso que meu técnico Marcelo Mendes também recebe o benefício”.
O quarto atleta mineiro na Paralimpíada foi José Carlos Chagas, da bocha.

Técnicos paralímpicos

Os profissionais mineiros beneficiados com a Bolsa-Técnico que estiveram nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 são Alexandre Vieira, da natação, Glênio Fernandes e Janaína Pessato, da bocha, , além de Leonardo de Oliveira, do tênis em cadeira de rodas.

Técnico de Rafael Medeiros e Daniel Rodrigues, Léo Butija também esteve em Londres 2012, convocado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. Com inúmeras conquistas de seus atletas nos últimos anos – medalhas de ouro simples feminino e duplas Parapan da Juventude de Bogotá (2008), medalha de bronze nas duplas do Parapan-Americano de Guadajara (2011), prata em duplas e bronze no simples masculino no Parapan de Toronto (2015) – o profissional não entrou no esporte para trabalhar com paratletas: “Aconteceu por acaso quando coordenava uma equipe de tênis convencional e conheci Rafael Medeiros. Fiz o convite para ele treinar com essa equipe e nunca mais deixei o tênis em cadeira de rodas”.

Léo conta que, para continuar seu trabalho no paradesporto, depende do Bolsa-Técnico: “Esse benefício é muito importante para ajudar minha permanência no paradesporto, pois é o único apoio que recebo”, afirmou.

Para Janaína, que atua na Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba (Adefu), diz que o programa da SEESP reconhece a dedicação empreendida pelos profissionais que atuam com o paradesporto: “Vejo a bolsa como um reconhecimento a todos os esforços empreendidos pelos técnicos para o crescimento do esporte. É um fator de motivação, já que temos dedicação exclusiva em nosso trabalho, trabalhando sábados, domingos e feriados. Por meio desse benefício, o Governo valoriza e reconhece a importância do profissional de Educação Física”, afirmou ela, que também foi beneficiada pelo programa da SEESP nos dois editais anteriores.

Sobre o programa

O programa Bolsa-Atleta e Bolsa-Técnico tem o objetivo de garantir a manutenção da carreira dos atletas e técnicos de alto rendimento, buscando dar condições para que se dediquem ao treinamento esportivo e à participação em competições para o desenvolvimento pleno de sua carreira esportiva, de forma a manter e renovar periodicamente gerações de atletas com potencial para representar Minas Gerais nas principais competições nacionais e internacionais. Neste ano, foram disponibilizadas 109 bolsas e, como no edital anterior, serão destinados R$ 1,13 milhão para o pagamento do benefício no prazo de um ano, com repasses em parcelas bimensais, cujos valores variam de acordo com categoria.

Fonte: SEESP

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