Coreia se despede das Olimpíadas de Inverno 2018, os ‘Jogos da Paz’

Publicado em 26/02/2018 por

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O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, aperta a mão do líder da delegação norte-coreana, Kim Yong Chol, na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Pyeongchang (Foto: Yonhap via REUTERS )

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, aperta a mão do líder da delegação norte-coreana, Kim Yong Chol, na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Pyeongchang (Foto: Yonhap via REUTERS )

A Coreia encerrou no último domingo (25) as Olimpíadas de Inverno de Pyeongchang, considerado como os “Jogos da Paz”. Atletas de esportes de inverno dançaram e cantaram juntos em uma cerimônia de encerramento vibrante, com a presença de líderes dos Estados Unidos e Coreia do Norte. O aperto de mão entre o norte-coreano Chol e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in foi uma das cenas que mais marcou o público.

Durante a cerimônia, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, homenageou os atletas, dizendo que eles são um exemplo para o mundo. “Vocês mostraram como o esporte reúne pessoas em nosso mundo frágil. Vocês mostraram como o esporte constrói pontes”, disse ele. “O COI continuará esse diálogo olímpico, mesmo depois de apagar a chama olímpica.”

A primeira e única atleta da América Latina a competir na patinação artística em Jogos Olímpicos de Inverno, a Isadora Williams, foi a porta-bandeira da delegação brasileira.

O Time Brasil foi a 33ª delegação a desfilar e foi uma das mais aplaudidas pelos coreanos. (Foto: Christian Dawes/COB)

Delegação brasileira (Foto: Christian Dawes/COB)

O Time Brasil participou dos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018 com 10 atletas, levando para a Coreia a terceira maior delegação das Américas, atrás apenas de Estados Unidos e Canadá. Além da mineira Jaqueline Mourão e da equipe de bobsled Edson Bindilatti, Odirlei Pessoni, Edson Ricardo Martins e Rafael Souza de Silva), o Time Brasil em PyeongChang 2018, foi formado por Michel Macedo (esqui alpino); Isadora Williams, da patinação artística Victor Santos (esqui cross country) e Isabel Clark (snowboard).

Para o chefe da missão brasileira e presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve, Stefano Arnhold, o Brasil mostrou em PyeongChang que está evoluindo nos esportes de inverno, além de mostrar histórias exemplares de superação e talento. “A Isadora Williams conquistou o público brasileiro com muito talento e carisma na patinação artística, um resultado extremamente expressivo, se classificando para o Programa Longo pela primeira vez. Tivemos também a inédita classificação da equipe de 2-man do bobsled, além da experiente Jaqueline Mourão chegando à sua sexta participação olímpica e igualando o recorde nacional. Olhando para o futuro, Michel Macedo, com apenas 19 anos, chegou aos Jogos Olímpicos nos abrindo boas possibilidades no esqui alpino”, afirmou Stefano. “O Brasil ficou em terceiro lugar em tamanho de delegação das Américas aqui em PyeongChang, e à frente de 54 delegações nos Jogos. Só 36 países classificaram mais atletas do que o Brasil. Esta é a prova de que estamos crescendo ano a ano”, concluiu o chefe da missão brasileira. Veja como ficou o quadro de medalhas no fim dos Jogos:

quadro de medalhas

Quadro de medalhas Pyeongchang 2018. (Foto: reprodução/globoesporte.com)

Para Jorge Bichara, gerente geral de alto rendimento do COB (Comitê Olímpico do Brasil), os resultados foram dentro da expectativa, diante do nível técnico que o Brasil possui nos esportes de inverno. “Nosso objetivo em participar dos Jogos de Inverno é buscar a melhor representatividade possível do País no evento. Neste contexto, o Brasil alcançou o seu objetivo diante da classificação da terceira maior delegação de um pais das Américas no evento, ficando apenas atrás delegações dos Estados Unidos e do Canadá”.

No último ciclo olímpico, as confederações de neve e gelo receberam pouco mais de R$ 8 milhões cada da Lei Agnelo/Piva. O investimento foi distribuído entre todas as modalidades, desde categorias de base até para o treinamento de atletas de elite, e também utilizado para organizar competições nacionais e garantir o intercâmbio com os países que possuem infraestrutura para a prática das modalidades.

Para a CBDG, que teve bons resultados em Pyeongchang na patinação artística (primeira vez que o Brasil chega à final, com o 24.º lugar de Isadora Williams) e no quarteto do bobsled (23.ª colocação), o último ciclo foi bem proveitoso, com a primeira medalha de ouro da história do Brasil na patinação, quando Isadora venceu o Troféu Sofia, na Bulgária, no ano passado, e com a 17.ª posição do bobsled nacional no ranking mundial, também em 2017.

Outro ponto é que os atletas das duas confederações fazem parte do programa Bolsa Atleta. Na CBDN, 25 atletas foram contempladas, enquanto que na CBDG são seis bolsistas. A tendência é que, com a popularização das modalidades de inverno, mais competidores façam parte do programa e possam se dedicar com mais tranquilidade às modalidade.

O COB pretende fazer reuniões técnicas com as Confederações de Gelo e de Neve para avaliação do desempenho dos atletas e para planificar ações visando à próxima edição dos Jogos de Inverno. A medalha, por enquanto, é um sonho distante. “Para se chegar a essa medalha durante a competição temos que obrigatoriamente passar as fases classificatórias e alcançar as finais. E isso o Brasil alcançou em Pyeongchang. Por isso estamos satisfeitos com as etapas alcançadas neste evento”, concluiu Jorge Bichara.

Os próximos Jogos Olímpicos de Inverno serão realizados em Pequim, entre 4 e 20 de fevereiro de 2022. A capital da China receberá a terceira edição seguida dos Jogos Olímpicos na Ásia – após PyeongChang 18 e Tóquio 20.

Observatório do Esporte na torcida pelo Brasil

O Observatório do Esporte desde o início dos Jogos mostrou seu apoio e torcida pelo Time Brasil, principalmente nas redes sociais.

Cumprindo um de seus objetivos de ampliar a visibilidade de atletas mineiros, o Portal entrevistou a atleta Jaqueline Mourão antes de sua participação na Coreia. Além disso, cada integrante do Time Brasil foi destacado em postagens nas redes sociais, que receberam o reconhecimento dos próprios atletas.

A mineira Jaqueline Mourão curtiu a publicação de sua entrevista para o site.

curtidas jaqueline mourão

O atleta Edson Bindilatti, que foi o porta-bandeira da delegação brasileira no início dos Jogos, curtiu a fanpage e agradeceu pela torcida.

Já Isadora Williams, agradeceu ao apoio pelo Twitter.

Disponha! Obrigada p🇧🇷💚👍elo apoio e pela torcida para o Time Brasil

— Isadora Williams\ (@IsadoraBrasil8) February 1, 2018

Cristian Ribera, Aline Rocha e Andre Cintra posam para foto em São Paulo (Foto: Leandro Martins/MPIX/CPB)

Cristian Ribera, Aline Rocha e Andre Cintra posam para foto em São Paulo (Foto: Leandro Martins/MPIX/CPB)

 

Paralimpíadas de Inverno 2018

As Paralimpíadas de Inverno de PyeongChang serão realizadas entre 9 e 18 de março e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) já divulgou a lista de convocados. O país será representado por três atletas na Coreia do Sul: Aline Rocha e Cristian Ribera no esqui cross-country e Andre Cintra no snowboard. Esta será a segunda participação do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno. A estreia brasileira no evento foi em Sochi, na Rússia, em 2014. Na ocasião, o snowboarder Andre Cintra e Fernando Aranha, do esqui cross-country, debutaram na neve defendendo o país.

Fonte: Olimpíada Todo Dia, Comitê Olímpico Brasileiro e Hoje em Dia [Adaptado] 

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