Ignorar canelite pode resultar em fratura por estresse dos ossos

Publicado em 28/03/2017 por

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Foto: Shutterstock

A síndrome do estresse tibial medial, periostite tibial ou canelite é uma lesão comum em mulheres. Essa condição é caracterizada por dor no terço inferior e de dentro da canela. A lesão é causada por trauma por esforço repetido no tecido conjuntivo que envolve o osso da tíbia. Apesar de controverso, ignorar essa lesão pode resultar em uma condição mais grave, como uma fratura por estresse dos ossos.

Os fatores de risco para o desenvolvimento em corredoras incluem: fraqueza dos músculos anteriores da perna, em especial o tibial anterior, principal supinador na fase apoio médio da corrida; desequilíbrio muscular, muitas vezes causados pelo uso excessivo de salto alto no dia-a-dia; inflexibilidade e rigidez dos músculos gastrocnêmio, sóleo, e os músculos plantares (comumente o flexor longo dos dedos). Alguns autores também atribuem aumentos repentinos da atividade física, incluindo intensidade e duração, fazendo com que os músculos fiquem incapazes de absorver o impacto da força de choque ao solo, e também, comprometendo a capacidade de remodelação óssea, principalmente em mulheres com história prévia de osteopenia ou osteoporose.

Alguns autores acreditam que essa dor seja causada por ruptura de fibras de Sharpey que ligam a fáscia medial do músculo sóleo ao periósteo da tíbia. O uso de calçado inadequado, inclusive tênis muito velhos também podem contribuir para dores nas canelas. Mulheres pronadoras são particularmente propensas ao “Shin Splint”, principalmente as que possuem fraqueza do músculo tibial anterior, pois, a falta de supinação do pé, associada à rotação interna excessiva da tíbia levaria também ao acúmulo de carga na face interna da tíbia, desencadeando a lesão.

A canelite geralmente ocorre no final do treino e melhora ao repouso, aplicação de gelo local ou uso de analgésicos e anti-inflamatórios. No entanto, a dor pode ocorrer também durante o inicio do exercício. A apresentação clínica típica dessa condição envolve dor à palpação local e, às vezes, inchaço.  Se a corredora erroneamente associar a dor a um “evento comum” ou simplesmente tenta ignorá-la, comumente ocorre progressão e a dor pode permanecer durante todo o treinamento ou durante a atividade de baixa intensidade e pode continuar em repouso.

Algumas condições costumam ter muitos sintomas que se sobrepõem, o que torna difícil um diagnóstico final. Portanto, uma abordagem algorítmica foi criada para ajudar na avaliação de pacientes com queixas de dor na parte inferior da perna, e ajudar a encontrar um diagnóstico. A confirmação do diagnóstico é fundamental e envolve estudos diagnósticos apropriados, incluindo: radiografias, cintilografia óssea, ressonância magnética, angiografia por ressonância magnética e medições da pressão compartimental.

Fonte: Site Eu Atleta

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