O futuro do esporte nacional passa pelo JEMG

Publicado em 27/01/2017 por

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Os Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG), além de ser um instrumento pedagógico, representa, também, a descoberta do potencial físico do estudante. Prova disso é que edição após edição, vários alunos se transformam em esperanças para o esporte nacional. O Observatório do Esporte de Minas Gerais relembra alguns destes nomes.

Raulzinho (Basquete)

Foto: Getty Images

Campeão dos Jogos Escolares de Minas Gerais – JEMG em 2007 e 2008 pelo Colégio Arnaldo, de Belo Horizonte, e dos Jogos Escolares da Juventude na categoria de 15 a 17 anos em 2008, representando Minas Gerais, o armador Raulzinho foi anunciado, em junho de 2015, o novo reforço do Utah Jazz, para disputar a cobiçada NBA, liga norte-americana de basquete.

Por lá, o jogador é conhecido como Neto, nome que leva nas costas, acima do número 25. A estreia do jogador em solo americano foi nada mais nada menos que na despedida de Kobe Bryant, considerado um dos maiores atletas de basquete de todos os tempos, tendo dedicado 20 anos a serviço dos Estados Unidos.

Na infância, Raulzinho teve dois amigos inseparáveis: uma bola de basquete e uma cesta. Assim, ficou claro que o menino iria seguir os caminhos de seu pai, Raul Togni, ex-jogador e atualmente treinador da seleção brasileira Sub-16 masculina. Togni, inclusive, abdicou de participar dos Jogos Olímpicos de 1992 para acompanhar o nascimento de seu filho, que viria a disputar duas Olimpíadas, com apenas 24 anos.

Núbia Soares (Atletismo)

Foto: Georgios Hatzidakis/CBAt

Campeã do salto triplo nos anos de 2012 e 2013 pela Escola Estadual Chico Rezende, Núbia surgiu para o esporte sob o comando do técnico Abel Mendes – beneficiário do programa Bolsa-Técnico, da Secretaria de Estado de Esportes (SEESP).

Em 2012, Núbia conquistou também a primeira colocação das Olimpíadas Escolares, em Cuiabá (MT), resultado que levou a jovem a ser indicada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para compor a delegação nacional no 6º Festival Olímpico da Juventude, disputado em Sydney, na Austrália. Lá, a saltadora ficou em segundo lugar e voltou para casa com a medalha de prata.

Em 2013, ano em que venceu a disputa do salto triplo nos Jogos Escolares da Juventude, em Belém (PA), e bateu o recorde da prova com a marca de 12,98m, Núbia representou Minas Gerais na Gymnasiade – os Jogos Mundiais Escolares –, realizada em Brasília (DF). Na oportunidade, além de sagrar-se campeã, a mineira tornou-se recordista da prova nas competições da Federação Internacional de Esporte Escolar (ISF, na sigla em Inglês).

A atleta está em sua quinta temporada no atletismo, mas chamou a atenção em 2014, quando despontou como uma esperança brasileira na modalidade ao saltar 14,22m no Troféu Brasil. Aos 20 anos, Núbia participou de sua primeira Olimpíada. E foi especial. Foi no Rio de Janeiro, aos olhos de sua pátria.

Eymi Priscila (Xadrez)

Foto: Saulo Cruz/Exemplus/COB

Aos 12 anos, Eymi Priscila, revelada no JEMG, é candidata a Mestre Internacional (WCM) de xadrez. Também, não é para menos. A conquistou a medalha de ouro nos Jogos Escolares da Juventude (JEJ), em 2016, para alunos-atletas de 12 a 14 anos.

Eymi mora em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e aprendeu a jogar xadrez na escola aos 8 anos. Com 11, Priscila já disputava campeonatos adultos. A paixão pela modalidade vem de família. Isso porque sua irmã, Lesly Vivian Montufar, também conquistou o ouro no JEJ, na categoria 15 a 17 anos. Tudo sob os olhares da mãe, Sonia Yana, que é técnica das filhas.

Na semana passada, o Observatório do Esporte de Minas Gerais abordou o tema sobre xadrez nas escolas, tratando da importância da modalidade na vida dos alunos. Memória, concentração, planejamento e tomadas de decisões são alguns dos benefícios. Confira mais aqui.

Kamila Soares (Basquete)

Foto: Arquivo Pessoal

De Montes Claros rumo às quadras de basquete do mundo! Assim podemos definir a vida de Kamilla Soares, de 15 anos. Campeã do JEMG em 2015, a atleta foi considerada a melhor jogadora de basquete do estado. Naquele mesmo ano, Kamilla foi Campeã Brasileira dos Jogos da Juventude e Campeã Mineira Sub-15.

A pivô embarcou, em agosto de 2016, para a Flórida, nos Estados Unidos, para aperfeiçoar suas técnicas, participando de competições internas de uma high school. Por lá, Kamilla intensificou os treinos e regressou para o Brasil para continuar trilhando um caminho de sucesso, assim como Raulzinho, que falamos no início da matéria.

O JEMG

O Jemg é o maior e o mais importante programa esportivo-social de Minas Gerais. Podem participar da competição as escolas públicas e particulares com alunos-atletas do ensino fundamental e médio dos 853 municípios mineiros. Os Jogos acontecem em quatro etapas (municipal, microrregional, regional e estadual), em dois módulos: módulo I, com alunos de 12 a 14 anos (nascidos em 2004, 2003 e 2002); e módulo II, do qual participam estudantes de 15 a 17 anos (nascidos em 2001, 2000 e 1999).

Os campeões do Jemg representam Minas Gerais nos Jogos Escolares da Juventude e Paralimpíadas Escolares, etapas nacionais.

Com informações do Globoesporte.com e Agência Minas

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