Projeto Rua do Respeito leva torcedores especiais na partida do Atlético contra o Caldense na Arena Independência.

Publicado em 15/02/2016 por

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A partida entre o Atlético e Caldense, na última quarta-feira (10), pela segunda rodada do Campeonato Mineiro, na Arena Independência, ganhou uma torcida especial: cerca de 100 pessoas em situação de rua foram levadas ao estádio pelo projeto Rua do Respeito, conduzido pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas).

O público – que vibrou, torceu e mostrou ser pé quente para o time alvinegro, que venceu por dois gols a zero – foi convidado pelo Clube Atlético Mineiro, que cedeu os ingressos para o setor VIP Minas e já é considerado um grande parceiro para outras atividades do Rua do Respeito.

Para o Lázaro da Cruz, que não ia a um estádio há mais de 40 anos e se considera como um “atleticano roxo”, a emoção de estar de volta ao campo foi inexplicável. “Estou muito feliz. Se continuar assim vai ser bom demais, estou aproveitando muito”, disse, animado e emocionado.

O diretor de Investimento Social do Servas, Rodrigo Fernandes, acredita que esta é uma forma de resgatar a autoestima destas pessoas que vivem em uma invisibilidade social. “Ao entrar em um estádio junto com outros torcedores que não fazem parte da sua realidade e convívio, elas percebem que são como quaisquer outras pessoas que estão ali e isso pode ajudar a motivá-los a buscar uma melhor qualidade de vida para ter de volta situações tão rotineiras como essa”, afirmou Rodrigo.

Vanessa Rezende, técnica de referência do abrigo Tia Branca, frisou a importância da visita para dar visibilidade a esse público. “O projeto Rua do Respeito nos ajuda muito para reinserir, e muitas vezes até inserir pela primeira vez, essas pessoas na sociedade”, disse.

O Atlético se manifestou por meio de seu diretor jurídico, Lásaro Cunha. Ele destacou a importância dos órgãos públicos na execução de ações que ajudem essa comunidade a ter o mínimo de participação coletiva. O diretor disse ainda que a sociedade deve se lembrar mais daqueles que têm ou tiveram algum tipo de trajetória de rua.

O juiz Sérgio Caldas Fernandes, da 23ª Vara Cível de Belo Horizonte, um dos representantes do TJMG no desenvolvimento das atividades relacionadas ao projeto, comentou que a ação tem o poder de despertar a vontade daqueles em situação de rua de se desenvolverem como pessoas e como cidadãos. “Daí a necessidade de atos como este, pois a autoestima da pessoa em situação de rua aumentará a perspectiva de que ela pode voltar ou, pela primeira vez, entrar naquela sociedade que o rejeita”, enfatizou.

Os convidados presentes na Arena Independência são cadastrados no Albergue Tia Branca, no bairro Floresta, em Belo Horizonte, e ganharam transporte de ida e volta e lanche na hora do intervalo da partida.

O MPMG, o TJMG e o Servas consideram esta ação primordial para reforçar o combate ao preconceito e a luta pela inclusão social desse público.

Fonte: Serviço Social de Assistência Social (SERVAS); Imprensa Oficial do Governo de Minas Gerais.

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