Brasil fica em 3º lugar no Pan com 70% de atletas estreantes, comemora COB.

Publicado em 27/07/2015 por

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Encerradas as disputas nos Jogos Pan-americanos, no domingo, dia 26, a delegação brasileira  alcançou o total de 141 medalhas (41 de ouro, 40 de prata e 60 de bronze), ficando em terceiro lugar no quadro de medalhas da competição, atrás apenas dos Estados Unidos (265) e dos anfitriões canadenses (217). Com uma delegação composta por 70% de estreantes na Competição, o saldo da participação brasileira é altamente positivo, comemora o Comitê Olímpico do Brasil.

Desde os Jogos Rio 2007, quando entrou no Top 3 depois de 40 anos, o Brasil não saiu mais do pódio no número total de medalhas da competição. Em Toronto, o país chegou à frente de Cuba, quarta colocada, no total de medalhas (141 a 97) e também no número de ouros (41 a 36), após 48 anos. Os Jogos Winnipeg 67, também no Canadá, foram os últimos em que Brasil havia conquistado mais ouros que Cuba. Com 141 medalhas em Toronto, o Brasil igualou o total de medalhas conquistadas na última edição dos Jogos, em Guadalajara 2011.

Dos 590 atletas brasileiros inscritos nos Jogos, recorde em Jogos Pan-americanos fora do Brasil, 442 disputaram medalhas e 304 chegaram ao pódio (52%).  Nas 300 provas disputadas pelo Time Brasil, em 224 houve disputa de medalhas (75%). “O desempenho Time Brasil em Toronto foi mais uma etapa da contínua evolução do esporte olímpico brasileiro. Além de conquistarmos as metas traçadas, graças à parceria entre o COB, Confederações, Ministério do Esporte, Ministério da Defesa, Ministério da Ciência e Tecnologia e patrocinadores conseguimos aumentar o número de modalidades com condições de lutar por medalhas nos Jogos Rio 2016 e no futuro.  As modalidades que pela primeira vez chegaram ao pódio ratificam e demonstram a eficiência desse trabalho”, disse o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

“Toronto 2015 foi um degrau muito importante e estratégico. O balanço geral dos Jogos Pan-americanos, com o Time Brasil consolidado no Top 3, está dentro do planejado no nosso mapa estratégico, olhando para o Top 10 dos Jogos Olímpicos”, explicou Bernard Rajzman, chefe da Missão Brasileira.  “Alcançamos a nossa meta que era ser Top 3. Já sabíamos que Estados Unidos e Canadá ficariam à frente. O Canadá disputou os Jogos em casa, entrou em todas as modalidades e tinha que classificar seus atletas para o Rio 2016”, disse Bernard, lembrando que o Brasil não disputou o Pan visando à classificação para os Jogos do Rio, diferentemente de todas as outras delegações.

 “Esses Jogos Pan-americanos foram especiais para o Brasil por causa da realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Em função disso, não precisávamos nos classificar em todas as modalidades e trouxemos uma delegação mista. Tivemos atletas experientes, com muita bagagem, como os bicampeões olímpicos Robert Scheidt (vela), Jaqueline (vôlei), e vários campeões ou medalhistas olímpicos, como Arthur Zanetti (ginástica), Tiago Camilo (judô), Thiago Pereira (natação) e tantos outros. Também trouxemos treinadores de peso como José  Roberto Guimarães (vôlei), Alexander Alexandrov e Marcos Goto (ginástica), Jesus Morlan (canoagem), Morten Souback (Dinamarca), Ruben Magnano (basquete), entre outros. Experiência nós tínhamos, mas trouxemos muita juventude, com 70% da delegação estreante em Jogos Pan-americanos”, completou Bernard.

Em Toronto, muitos atletas foram apresentados a serviços da Missão Brasileira que serão utilizados também na reta final de preparação para os Jogos do Rio, como exames em ciências do esporte. Foram oferecidos serviços nas seguintes áreas: Medicina Esportiva (31 profissionais); Vídeo análise (04 profissionais e mais de 527 horas de gravações); Bioquímica (02 profissionais e 2.612coletas de sangue e analise individualizada de 35.126 variáveis; Nutrição (03 profissionais) e Preparação Mental (07 profissionais).

O custo total da missão foi de R$ 10 milhões, recursos provenientes da Lei Agnelo/Piva, para despesas de logística e operação de toda a Missão e viagens precursoras. Foram montadas estruturas de apoio na Universidade York, George Brown College e nas cinco Sub-Vilas dos Jogos.

Confira os fatos marcantes do Time Brasil em Toronto:

– Basquete masculino: Campeão invicto, com boas apresentações coletivas da equipe brasileira.
– Canoagem Slalom: 5 medalhas (1 de ouro). Todos os atletas medalharam. 100% de aproveitamento.
– Canoagem Velocidade: 9 medalhas. Isaquias Queiroz – 3 medalhas, sendo 2 medalhas de ouro inéditas.
– Ciclismo pista: 2 bronzes; resultado inédito em Jogos.
– Ginastica artística: Medalha inédita de ouro de Arthur Zanetti.
– Handebol: Pentacampeonato feminino e título masculino.
– Hipismo CCE e adestramento: Evolução do resultado comparado a Guadalajara 2011.
– Hóquei sobre grama: Evolução e conquista da vaga inédita para Rio 2016.
– Judô: 13 medalhas em 14 possibilidades.
– Lutas associadas: Ouro inédito no feminino. Aumento no total de medalhas.
– Levantamento de peso: Melhoria no resultado e quebra de recorde pan-americano de Fernando Reis.
– Natação: Thiago Pereira, 23 medalhas na Natação – maior medalhista da história do Pan. Bom desempenho de jovens talentos, bom desempenho da equipe feminina e João de Lucca com o maior número de medalhas de ouro (3). Primeira medalha de ouro feminina para Etiene Medeiros.
– Patinação artística: 4 ouros consecutivos com Marcel Sturmer.
– Pentatlo Moderno: Ouro inédito para a modalidade com a medalhista olímpica Yane Marques.
– Polo Aquático: Manteve a quantidade final de medalhas e demonstrou evolução técnica.
– Rugby feminino: Medalha inédita – prata.
– Saltos ornamentais: As jovens Ingrid Oliveira e Giovanna Pedroso derrotaram a dupla mexicana, que possui resultados internacionais expressivos, e conquistaram a prata.
– Tênis de mesa: Pódio completo no individual masculino. Duas pratas e um bronze no feminino, após 16 anos sem conquistas.
– Tiro Esportivo: Conquistou mais medalhas de ouro (3) do quem Guadalajara 2011.
– Taekwondo: Melhoria no desempenho comparado com Guadalajara 2011.
– Tiro com arco: Melhoria no desempenho comparado com Guadalajara 2011.
– Modalidades pan-americanas: Karatê e boliche se destacaram nos Jogos.
– Projeto Vivência Olímpica: Dos 16 jovens atletas que foram a Londres, 8 vieram a Toronto e 7 conquistaram medalha.

Série de Títulos:

– Ginástica Rítmica – Pentacampeã.
– Handebol feminino – Pentacampeão.
– Revezamento 4×100 livre masculino (natação) – Pentacampeão.
– Marcel Sturmer (patinação artística) – Tetracampeão.
– Ricardo Winicki (vela) – Tetracampeão.
– Tiago Camilo (judô) – Tricampeão.
– Revezamento 4×100 masculino da natação – Pentacampeão.
– Equipe tênis de mesa masculina –  7 vezes campeã nas últimas 9 edições de Jogos.

Fonte: Comitê Olímpico do Brasil

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