Debate sobre o Plano Nacional do Esporte apresenta papel do esporte educacional

Publicado em 03/02/2020 por

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De uma forma geral, quando as pessoas falam de esporte, vem à mente de grande parte dos brasileiros o esporte de alto rendimento. Na maioria das vezes em que a população tem a oportunidade de acompanhar e visualizar a prática esportiva, o esporte educacional costuma ficar esquecido, apesar do seu papel significativo na formação do cidadão e de disseminação do esporte entre os cidadãos mais jovens.

A Confederação Brasileira de Desporto Escolar,  CBDE, participou do debate do Plano Nacional de Desporto como um representante da sociedade civil para explanar os desejos de quem pratica esporte, mas não se enquadra no alto rendimento. Antônio Hora Filho é presidente da CBDE e explica que um dos principais conceitos do esporte educacional está no evitar a seletividade, contrapondo o esporte de rendimento, seletivo por natureza. “Nós sabemos que entre tantos praticantes de esporte, poucos chegam ao nível de uma Leila (senadora presidente da sessão e medalhista olímpica), e os outros praticantes? Precisamos entender que a população é composta por ex-praticantes de esporte”, explica.

Sobre a importância do esporte na formação do cidadão, Antônio Hora ressalta o uso do esporte como ferramenta para evitar a hipercompetitividade. “A competitividade deve existir, mas no ambiente escolar, a gente precisa arranjar uma maneira com que essa competitividade não seja o principal objetivo da prática esportiva”. Por ser educacional, deve ser ressaltado também a formação integral do indivíduo para o exercício da cidadania e prática de lazer.

Sobre a relação entre o esporte de alto rendimento e o esporte educacional, o presidente da CBDE destaca a capacidade do alto rendimento em espelhar e replicar ações e condutas como estímulo e motivação para crianças e jovens que enxergam os atletas como ídolos.

Pensando nas estratégias de aumentar a participação e a prática esportiva dos brasileiros desde a tenra idade, Antônio Hora destaca o papel das escolas nesse cenário. “Se nós queremos ampliar se nós queremos democratizar a prática esportiva no brasil nós temos sim que focar na escola que é a base do nosso sistema (CBDE). Em cada estado, em cada unidade federativa nós temos uma federação estadual de administração esportiva escolar e são essas federações que quase sempre, em parceria com o poder público realizam suas competições escolares”, explica Antônio Hora.

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