Programa Bolsa-Atleta e Bolsa-Técnico contempla modalidades em ascensão no estado

Publicado em 11/11/2016 por

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Foto: Luís Ruas/Brasil Hipismo

Com objetivo de garantir a manutenção da carreira dos atletas e técnicos de alto rendimento dos mais diversos esportes, o programa Bolsa-Atleta e Bolsa-Técnico busca dar condições para que esses profissionais e promessas mineiras se dediquem ao treinamento desportivo e à participação em competições de alto nível técnico.

Nascido em Belo Horizonte, o tenista Lucas Abreu (13 anos) é uma das apostas do tênis mineiro e pratica desde os 5 anos de idade, quando teve como maior inspiração o irmão, Bernardo Abreu. Sua principal conquista, até aqui, foi o Campeonato Sul-Americano Sub-12, disputado em Caracas, na Venezuela, em 2015. Representando as cores do Brasil, Lucas contribuiu duas vezes para a vitória da seleção diante do Chile: no simples, venceu Piero Fernandez por 2 a 0 (6/3 e 6/1), enquanto nas duplas, ao lado de João Loureiro, bateu Benjamín Herrera e Felipe Lopez novamente por 2 a 0 (6/0 e 6/1).

Referência no tênis internacional e maior ganhador de Majors —maior titulação da modalidade— da história, o suíço Roger Federer é o maior ídolo de Lucas, que não esconde as dificuldades de seguir carreira na modalidade: “Meu sonho é ser profissional, mas o tênis é um esporte que não possui muito apoio no Brasil, além do equipamento ser bastante caro”, conta. É nesse cenário que o programa da Secretaria de Estado de Esportes (SEESP/MG) auxilia o desenvolvimento de Lucas: “A Bolsa-Atleta tem uma importância muito grande, pois me ajuda a comprar o material e na inscrição em competições de alto rendimento”.

No hipismo, o destaque é o também belo-horizontino André Moura (16). Praticante desde os 10 anos de idade, ele sagrou-se campeão do Sul-Americano por equipes, disputado em São Paulo/SP, no mês de setembro, além de alcançar o vice-campeonato brasileiro individual, sediado em Curitiba/PR, em julho deste ano. Seu maior ídolo é o alemão Michael Jung, medalhista de ouro e prata nos Jogos Rio 2016. Mas foi o pai, Ricardo Moura, a grande inspiração para começar a praticar: “Ele foi profissional e, apesar de não ter conquistado títulos, foi um estímulo para que eu começasse a montar ainda criança”, contou.

André treina de quarta a domingo no Centro de Preparação Equestre da Lagoa (CEPEL), localizado no bairro Bandeirantes, em Belo Horizonte. Segundo ele, a Bolsa-Atleta ajuda, principalmente, nas despesas com o cavalo (Uniroyal de Thieusies): “A estabulagem e o transporte do cavalo são um investimento que não poderíamos arcar sem a Bolsa-Atleta. Esse benefício financeiro é muito positivo”, destacou.

Um dos legados deixados pelos Jogos Rio 2016, o parque aquático do Centro de Treinamento Esportivo da Universidade Federal de Minas Gerais (CTE-UFMG), que recebeu R$ 46 milhões em investimentos do Governo de Minas Gerais para ter a melhor tecnologia do setor no mundo, é local de treinamento da contemplada Isis Henrique Santos (20), praticante de nado sincronizado. Segundo ela, o incentivo da SEESP contribui justamente num momento delicado da modalidade no Brasil: “Geralmente, fazemos eventos para arrecadar fundos, mas, devido aos Jogos Rio 2016, o calendário deste ano foi muito movimentado e não houve possibilidade de realizar essas programações. É nesse cenário que o Bolsa-Atleta me auxilia, além de ser mais um motivo para me dedicar aos treinamentos”, afirmou.

Isis treina o desporto desde os 9 anos de idade. Só no ano passado, a mineira faturou quatro medalhas de ouro no Campeonato Brasileiro de Categoria, disputado em João Pessoa/PB, em competições por equipes e individuais. Descrita por ela como uma esportista “sensacional”, a maior inspiração da jovem é a última capitã da Seleção Brasileira de Nado Sincronizado, Lara Teixeira.

Família comemora benefício oferecido pela SEESP

 Em Juiz de Fora, na Zona da Mata, o técnico Daiverson Ferrari (32) só tem o que comemorar diante do desempenho da sobrinha Laysa Ferrari (13) no badminton. Ela venceu todos os torneios disputados desde o ano passado e recebe o incentivo na categoria estadual. Por trabalhar com a modalidade desde 2007, Daiverson vê o Bolsa-Técnico (nível 1) como uma oportunidade: “Como é um esporte que ainda não possui cobertura midiática, temos dificuldade para conseguir patrocínios. Com esse benefício, planejo realizar cursos de capacitação para me tornar um profissional ainda melhor e orientar promessas, como a Laysa, em competições de alto nível”, conta. Em dezembro, como parte dessa capacitação, ele pretende participar de um intercâmbio, realizado em Campinas-SP, com a treinadora Norma Rodrigues, referência no desporto.

Recentemente, outros dois contemplados pelo Bolsa-Atleta alcançaram resultados positivos. Durante competição promovida pela Federação de Badminton do Estado do Rio de Janeiro (FEBARJ), Samuel Rodrigues foi prata nas competições de simples e duplas, enquanto Andressa Fernandes faturou uma prata nas duplas e o bronze no individual.

Além do Bolsa-Atleta, a SEESP contribuiu para a ascensão do badminton nas caravanas do programa Minas Gerais Territórios Esportivos (MGTE) e nos Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG), nos quais o esporte foi o que mais cresceu na edição 2016.

Números

Neste ano, foram disponibilizadas 35 bolsas para atletas na categoria estadual, 35 para a categoria nacional, dez para atletas da categoria internacional e nove para a categoria olímpico/paralímpico. Também estão disponíveis dez bolsas na categoria I e dez na categoria II para os técnicos. Como no edital anterior, no edital 1/2016 serão destinados R$ 1,13 milhão para o pagamento do benefício no prazo de um ano com pagamentos em parcelas bimensais.

Fonte: SEESP

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