“Temos que acabar com esse mito de que futebol é mais fácil que ginástica”, afirma Renata Mayra em entrevista

Publicado em 25/03/2017 por

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Foto: Arquivo Pessoal

Aos nove anos de idade, Renata Mayra dava os primeiros passos na ginástica. Tempos depois, a jovem que praticava a modalidade na UFMG tornou-se uma treinadora de sucesso.

Atualmente, Renata dá aulas em Itabirito, por meio do Núcleo de Ginástica. Ao todo, a técnica passa seus conhecimentos para, aproximadamente, 150 alunos.

Confira a entrevista completa do Observatório do Esporte de Minas Gerais com Renata Mayra:

Como você começou a ter contato com o esporte?

“Comecei a fazer ginástica quando eu tinha nove anos de idade, em uma escolinha que tinha na UFMG e depois comecei a cursar educação física. Na época em que me tornei treinadora ainda morava em Belo Horizonte, mas, posteriormente, passei a morar em Itabirito, onde me tornei técnica de ginástica. Aqui temos um projeto chamado “Núcleo de Ginástica”, onde treinamos alunos de escolas estaduais e municipais”

Há algum técnico, ou técnica, que seja um grande exemplo para você?

“Georgette Vidor, técnica de ginástica artística do Flamengo. Ela teve um processo de superação muito grande, pois em 1997  sofreu um acidente de ônibus indo com a equipe disputar um Campeonato Brasileiro, ficando paraplégica. Mesmo assim seguiu como treinadora, sendo essa grande profissional que é hoje.”

Como você avalia as categorias de base atualmente? Podemos esperar novos talentos surgindo nos próximos anos?

“Aqui em Itabirito temos uma escolinha em que trabalhamos com atletas a partir dos cinco anos de idade. Estamos fazendo um trabalho de base, preparando esses alunos para disputar o JEMG, por exemplo. O professor costuma ser o espelho da criança. Há dias em que chego aqui e falam: “professora, quero ser igual a você”. Antigamente queriam ser igual à Daiane do Santos, por causa das conquistas. Atualmente temos 150 alunos treinando aqui. Se meu espaço fosse maior,  teria mais. Porém, temos que deixar claro que nem todos os atletas vão chegar no alto rendimento, mas eles vão ter base para qualquer outro esporte e até mesmo para a própria vida.”

Para você o que significa o esporte?

“Para mim o esporte é tudo: saúde, qualidade de vida… é importante para esse mundo de hoje tão concorrido com drogas, más companhias. Enquanto a criança está desenvolvendo atividades esportivas, ela está isenta de coisas ruins. Ela aprende disciplina.”

Qual a sensação de ter sido premiada no “Melhores do Ano 2016”?

“Foi muito bom, um reconhecimento importante para mim. Fizeram uma mobilização aqui na cidade, com faixas. Todos aqui sabem que eu ganhei. Mas, ao mesmo tempo, é uma responsabilidade maior, pois sei que neste ano vou ter que me esforçar mais ainda para  possam conquistar mais títulos.”

Quais são suas principais conquistas como treinadora?

“Fomos campeões do JEMG na ginástica de trampolim e acrobática. A meta agora é conquistar o Campeonato Brasileiro.”

Um recado para os técnicos que queiram iniciar carreira no esporte ou que estão começando.

“Existe um mito que para trabalhar com ginástica é muito difícil; ao contrário, tentem, é muito prazeroso. É um esporte que vai dar base a muitos outros, pois os atletas aprimoram a coordenação motora, por exemplo. A Federação oferece vários cursos para treinadores. Temos que acabar com esse mito de que futebol é mais fácil que ginástica. Vamos correr atrás, porque a ginástica é linda.”

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