Morte súbita atinge mais de 250 mil brasileiros por ano.

Publicado em 26/08/2015 por

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A morte súbita é um evento que ocorre inesperadamente e costuma afetar tanto pessoas acima dos 40 anos, que sofrem infarto agudo do miocárdio, quanto abaixo de 35 anos, que sofrem de doenças como a cardiopatia hipertrófica e anomalias de coronárias, sendo essas duas últimas principais causas de morte súbita em atletas.

Tem essa denominação por se caracterizar pela parada do coração em no máximo uma hora após o início dos sintomas, a morte súbita é um problema de ordem pública mundial. Segundo o médico Glauberson Cardoso Vieira, cardiologista no Biocor Instituto, cerca de 400 mil pessoas são acometidas anualmente nos EUA. Já no Brasil, o quadro é de 712 mortes súbitas por dia, o que chega a cerca de 256 mil pessoas por ano.

Assim como várias doenças, a morte súbita apresenta sintomas que, quando aparecem, exigem atendimento rápido e especializado. “Os sintomas premonitórios, ou seja, antes da parada cardíaca, nem sempre ocorrem, mas o mais comum é a dor no peito intensa, às vezes associada a sudorese e tonteira. Na prática, o coração simplesmente para de bater e passa a apenas tremular, fazendo com que o sangue não circule e não alcance todos os órgãos e, assim, deixa de alimentar o cérebro. É como se a pessoa simplesmente se desligasse de uma tomada subitamente, o que a faz perder a consciência sem perceber”, explica o cardiologista.

Os fatores de risco são os mesmos do infarto, uma vez que as doenças se sobrepõem. “Hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, sedentarismo, obesidade, histórico familiar, além de doenças do próprio músculo do coração, como o enfraquecimento do coração marcada por uma força de bombeamento menor que 35%, entre outras”, ressalta. Para se prevenir, a atividade física diária, alimentação balanceada, controle de peso, de pressão arterial e dos níveis de glicemia são necessários e, o mais importante de todos, realizar anualmente um check-up cardiovascular periódico, aconselhável a partir dos 30 anos de idade e, em alguns casos, a partir dos 20 anos, quando há histórico familiar de manifestação precoce de aterosclerose, ou seja, alteração na parede da artéria, podendo levar ao infarto agudo do miocárdio, ao acidente vascular cerebral ou aneurisma de aorta.

O cardiologista explica que, diante de uma pessoa com morte súbita, o choque elétrico realizado pelo desfibrilador pode salvar a vida do paciente e, assim que a pessoa começar a sentir os sintomas, o melhor a se fazer é ativar o serviço de emergência fornecido pelo seu convênio ou o SAMU no 192 e iniciar compressão torácica, mantendo a massagem cardíaca até se instalar o atendimento médico especializado.

Matéria publicada no site Uai

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