Zico é eleito presidente da Comissão Nacional de Atletas e prioridade é construir um projeto que una esporte e educação no Brasil

Publicado em 16/06/2017 por

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Foto: Francisco Medeiros/ME

Um dos maiores ídolos do futebol brasileiro, Zico, foi eleito, nesta segunda-feira (12.06), Presidente do Conselho Nacional de Atletas (CNA). Ele foi escolhido para liderar o CNA durante reunião realizada no escritório do Ministério do Esporte no Rio de Janeiro, localizado no Velódromo, no Parque Olímpico da Barra. Os participantes também definiram que Lars Grael será o Vice-Presidente e elegeram a ex-jogadora de vôlei Leila como secretária.

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e o secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Luiz Lima, participaram da reunião. Durante sua fala de abertura, Picciani destacou a importância da CNA para o desenvolvimento do esporte brasileiro desde sua criação, em 2001. “Creio que a Comissão Nacional de Atletas tem um papel relevantíssimo e que a gente quer que também funcione no dia a dia, ajudando o ministério na definição das prioridades e na definição das políticas públicas”, afirmou o ministro.

“Estamos vivendo um momento especial do esporte brasileiro; é um momento em que a gente discute os novos rumos, os novos caminhos e os aperfeiçoamentos que precisam ser feitos na gestão do esporte brasileiro”, prosseguiu Leonardo Picciani.
Além de Zico, Lars Grael e Leila, a reunião da CNA desta segunda-feira contou com outras personalidades do esporte brasileiro que integram a comissão, entre eles Maurren Maggi, campeã olímpica do salto em distância em Pequim 2008, e Yohansson Nascimento, dono de seis medalhas em Jogos Paralímpicos no atletismo. Ao todo, 21 atletas e ex-atletas integram esta gestão da CNA.

Os participantes debateram sobre vários temas ligados ao esporte, desde as categorias de base até exemplos bem-sucedidos em seus estados, e, motivados pelas palavras de Leila, chegaram ao consenso de que o mais importante neste momento para o esporte brasileiro é encontrar uma forma eficiente de fomentar o esporte escolar no país. Assim, eles prometem tentar construir um projeto no qual o ministério do Esporte e o ministério da Educação possam trabalhar, juntos, um programa que permita que crianças e jovens tenham mais acesso ao esporte nas escolas e universidades.

“É uma satisfação muito grande ter sido escolhido presidente por essas grandes feras aí do nosso esporte”, agradeceu Zico, que chegou à CNA indicado pela Autoridade Pública de Governança do Futebol (APFUT). “Acho que a gente tem um trabalho de alta relevância para o esporte no país. É uma comissão que de dois em dois anos se renova e sempre com projetos importantes, como a Bolsa Atleta e Lei de Incentivo, que se tornaram uma realidade”, lembrou o ex-jogador.

“Agora mais um ponto que foi atacado é a questão da união com a educação, que é tão importante no nosso país. Eu acho que o esporte é fundamental nesse projeto da educação. Esses grandes ídolos do Brasil são referências. Eu fui Secretário de Esporte e sei o quanto sofri de dificuldade para unir isso. Mas acho que nunca é tarde. Acho que essa comissão está pronta e preparada para trabalhar em cima disso e entregar um produto para o Ministro para que ele possa, com o Ministro da Educação, sentar e analisar com carinho para que o esporte seja mais uma vez ouvido e que o esporte traga mais uma vez algo que possa beneficiar o nosso país”, concluiu Zico.

Bolsa Atleta e Lei de Incentivo

Antes de passar a palavra aos membros da CNA, ainda no início da reunião, Lars Grael fez uma breve apresentação do histórico da CNA. O embrião do Conselho Nacional de Esportes nasceu em dezembro de 2000, quando, em Brasília, um grupo de atletas liderado por Adhemar Ferreira da Silva, primeiro bicampeão olímpico brasileiro – foi ouro no salto triplo nos Jogos de Helsinque 1952 e Melbourne 1956 –, entregou ao então presidente Fernando Henrique Cardoso uma reivindicação que pedia maior participação dos atletas no processo decisório do esporte nacional.

O ex-presidente criou uma comissão de atletas para que o grupo pudesse apoiar os trabalhos do então ministério do Esporte e Turismo e Adhemar Ferreira da Silva foi escolhido como o primeiro presidente da CNA.

Durante 2001 até 2006, a Comissão Nacional de Atletas trabalhou ativamente, mas depois disso acabou adormecida. A portaria que criava a CNA nunca foi revogada, mas a comissão deixou de ser convocada depois de 2006 e com isso perdeu prestígio. O grupo só voltaria a se reunir para valer na gestão do ex-ministro do Esporte George Hilton, que indicou um novo grupo, formado por 35 atletas.

“De lá pra cá, eu posso falar com muita clareza, a comissão nunca teve tanto prestígio como tem neste momento na gestão do ministro Leonardo Picciani”, afirmou Lars Grael. “Primeiro porque é um ministro que prestigiou o esporte deste sua posse e que trouxe atletas olímpicos e medalhistas olímpicos para sua equipe, com destaque para o Secretário Nacional de Alto Rendimento, Luiz Lima, e para o campeão olímpico (de judô) Rogério Sampaio, à frente da ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem)”, prosseguiu Lars Grael, que já foi presidente da CNA.

Lars lembrou ainda que a Comissão Nacional de Atletas teve papel decisivo em dois grandes avanços do esporte brasileiro. Foi a partir de projetos da CNA que a Bolsa Atleta e a Lei de Incentivo ao Esporte foram criadas. Agora, caberá ao grupo liderado por Zico, Lars Grael e Leila o desafio de unir de forma eficiente educação e esporte no Brasil.

 

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