Pedro Leal ressalta conquistas e destaca importância das categorias de base nos esportes

Publicado em 04/04/2017 por

Imprimir Envie para um amigo por email
Print Friendly

Logo ObservatorioQuem disse que futebol e vôlei não combinam? O técnico Pedro Leal, que atuou por muito tempo nos gramados e, atualmente, ministra treinamentos de futsal, coloca em prática lições aprendidas no voleibol com o técnico Bernardinho.

Desde criança no futebol, Pedro acompanhou o treinador de vôlei pela televisão e pegou como exemplo a determinação do profissional para ministrar seus treinos diários.

Confira agora a entrevista completa do Observatório do Esporte de Minas Gerais com Pedro Leal:

Como você começou a ter contato com o esporte?

“Eu sempre gostei de jogar futebol, desde criancinha, com meus sete, oito anos de idade. Comecei como treinador, quando era árbitro de futsal amador aqui em Montes Claros. Em 2001 recebi o convite para ser treinador do Unimontes, onde treinei equipe feminina.”

Existe algum técnico ou técnica que seja um grande exemplo para você?

“O Bernardinho. A forma dele trabalhar me chama a atenção, além das conquistas. A determinação que ele tem nos treinamentos e nos jogos me inspira.”

Como você avalia as categorias de base atualmente? Podemos esperar novos talentos surgindo nos próximos anos?

“No vôlei sempre surge novos talentos. O Bernardinho teve uma visão muito boa dos jovens e serve como parâmetro para todas as modalidades. No futebol, por exemplo, tem muita carência disso. Hoje os atletas começam a se destacar aqui e vão para a Europa. Eu sempre gostei de trabalhar com a base, mas aqui na região eu sempre tive dificuldade em manter o time. Trabalho com a base desde 2005.”

Para você, o que significa o esporte?

“O esporte é algo que toma muito meu tempo. Parei de jogar futebol para me dedicar totalmente ao futsal, era o meu lazer. Então, comecei a dar treino para os jovens. Quando atuava no futebol quase tive uma chance de fazer um teste em Belo Horizonte. Eu tinha um treinador muito bom na época, mas ele não me colocou na relação de atletas, por isso quando não consegui ser atleta profissional, passei a ser árbitro e, posteriormente, treinador.”

Qual a sensação de ter sido premiado no “Melhores do Ano 2016”?

“Eu passei um e-mail para a Secretaria de Esportes muito satisfeito com a premiação. O prêmio não é só meu, é das pessoas que trabalharam comigo também. A premiação encerrou um ciclo, pois devo parar com o time feminino, dedicando apenas ao masculino. Mas foi muito bom, muito emocionante para mim.”

Quais são suas principais conquistas como treinador?

“No JEMG eu consegui conquistar o Estadual em 2012. Ano passado fomos campeões novamente e ficamos em quarto lugar no Campeonato Brasileiro. Além disso fui vice-campeão Mineiro no Sub-17.”

Um recado para os técnicos que queiram iniciar carreira no esporte ou que estão começando.

“Valorizem o fair play. Tive uma experiência em 2016, em João Pessoa, onde o fair play me emocionou bastante. Isso tem que ser valorizado, tanto por parte dos jogadores, quanto da comissão técnica, para nunca deixar de haver essa convivência. Lute muito pelo conteúdo que dará para os atletas no treinamento. Que os atletas valorizem bastante o treinador. E o principal: lembre-se sempre de onde saiu, independente do patamar em que esteja atualmente.”

Imprimir Envie para um amigo por email
Print Friendly

Comentários estão fechados

Videoteca

“Cápsula do tempo” percorre o Brasil recolhendo depoimentos visando Tóquio 2020 “Cápsula do tempo” percorre o Brasil recolhendo depoimentos visando Tóquio 2020

16/10 “Cápsula do tempo” percorre o Brasil recolhendo depoimentos visando Tóquio 2020